Humberto Bettencourt --- Scout técnico táctico
Relatório de analise e observação dos últimos três(3) jogos do Clube Sportivo Mindelense no campeonato nacional de Cabo Verde, época desportiva 2013/2014.
Organização estrutural do Mindelense nos jogos contra as equipas do Verdum da ilha do Sal, referente a ultima jornada da fase de grupos, e contra a formação da Académica do Porto Novo referente as meias finais.
Jogo Mindelense 1- 0 Verdum
Marcador do golo- Adelino
Jogo da 1º mão das meias finais entre Académica de P.Novo 0 x 0 Mindelense
Mudança de três jogadores no onze inicial da partida com o Verdum para a partida com Academia do P.Novo: saídas de Adelino,Lobo e Ary para a entrada de Catxupa,Adir e Maniche
Jogo da 2ª mão das meias finais entre o Mindelense 3 x 0 Académica do P.Novo
Marcadores-catxupa 2 e Nhambu 1
Mudança de dois jogadores no onze inicial da partida da 1ª mão para a partida da 2ª mão com a equipa da Academia do P. Novo: saídas de Adir,Fredsom para a entrada de Patxico e Nenas
Organização ofensiva
Posse e circulação de bola suportado por jogos de posição ,curta e longa mas sempre com critério e em campo grande .
Equipa organizada no sistema táctico 1-4-3-3 como sistema táctico principal e 1-4-2-3-1 como sistema alternativo utilizada principalmente nos jogos fora de casa e também quando estar a ganhar por margem mínima,
1º e 2º poste e a zona a frente da grande área como zonas de preferência para finalização
Transição ofensiva
A saída de bola curta é feita do guarda redes para o central direito tendo o pivô defensivo a baixar entre os centrais para dar seguimento a transição ofensiva.
saída longa o que é mais utilizada é feita por pontapés de baliza do guarda redes para as costas dos defesas contrario ou para a zona de aglomeração dos jogadores no centro do meio campo com o pivô defensivo a ficar recuado ligeiramente para ganhar segundas bolas e iniciar a transição em posse em parceria com os jogadores do sector defensivo .
Em transição ofensiva a mudança do sistema táctico altera a dinâmica ofensiva e defensiva da equipa,ou seja em 1-4-3-3 no momento ofensivo a equipa apresenta com os dois médios alas encostados a linha lateral em linha horizontal com o avançado centro e trocam de corredor em alguns momentos e no momento defensivo os médios ala defendem no meio campo adversário e no meio campo defensivo raras vezes participam activamente nos processos defensivos com o intuito de prenderem os laterais adversário para não participarem em acções ofensivas e quando o fazem é quase sempre na vertical aparentando um segundo lateral. já com a mudança para 1-4-2-3-1 a equipa não recorre a substituições para efectuar essa alteração ,apenas um dos médios fica em paralelo com o pivô defensivo e o interior direito passa para a função de numero 10 completando o vértice do triângulo e os médios alas recuam e fecham ligeiramente para o corredor central.
Em 1-4-3-3 a equipa assumi uma postura ou identidade de jogo ofensivo de posse e circulação de bola lenta na 1ª fase de construção de jogo para atrair o adversário e com isso sair em transições rápidas alternadas entre posse e jogo directo com critério buscando a velocidade de decisão dos médios e de deslocamento do avançados(Ala e avançado centro) ,na 2ª fase pautam por movimentos dos médios que procuram passes rasgados para corredores exteriores para aproveitarem os médios alas que se posicionam praticamente em cima da linha lateral ,estes quando em movimentos interiores para participarem em jogadas no corredor central deixam espaços do corredor exterior para a subida dos laterais que atacam sempre com bola no meio campo adversário,a 3ª fase é pautada por transições vertical a procura da velocidade de deslocamento dos avançados(Alas e avançado) pelos corredores laterais as vezes por jogadas de combinação no corredor central com movimentos de rotura criada pelo avançado centro que proporciona aberturas para entrada dos médios entre a zona do penalti e 2º poste a terceira fase é idêntica ao que se pratica no modelo 1-4-2-3-1.
Em 1-4-2-3-1 assumem o futebol de contra ataque quase sempre com lançamentos longos a partir da linha defensiva ora pelos centrais e ora pelo pivô defensivo que em ambos os sistemas tácticos baixa entre os centrais e por vezes aparece após a linha horizontal dos centrais no intuito de participar activamente na 1ª fase de construção de jogo ofensivo,a 2ª fase acontece em futebol directo procurando os espaços entre laterais e centrais visto que os alas se encontrarem mais fechados ao meio devido a vocação de contra ataque do sistema táctico em epigrafe,e quando envolvem jogadas pelos corredores laterais estão sempre envolvidos os lateral do lado da bola sendo a cobertura do espaço deixado pelo lateral é imediatamente ocupada em cobertura ofensiva pelo pivô defensivo que joga do lado do lateral que participa na jogada ofensiva ,a 3ª fase onde se verifica a criação de situações de finalizações em ambos os sistemas tácticos são procuradas através combinações entre médios e alas, de cruzamentos após combinações entre médios ,alas e laterais, penetração no corredor central após lançamento longo,de livres no meio campo ofensivo(ponta pé forte do médio defensivo e jogadas estudadas) e acima de tudo ponta pés de cantos.
A finalização é feita na sua maioria em espaços com vários adversários e na sua maioria após segundas e terceiras bolas e quando é o pivô defensivo a finalizar é sempre de ponta pé livre directo ou ponta pé em bola corrida(estes rematam muito forte e cheio de intencionalidade)
A profundidade se verifica com conquistas em zonas avançadas com maior ênfase em corredores laterais, e são muito perigosos
Bola parada
cantos do lado direito a dois toques entre o lateral esquerdo e um ala ou médio atacante e quando terem adversários por perto fazem no directo a procura o 1º poste para entrada do Nhambu e tenso a procura do ângulo superior do 2º poste,do lado esquerdo é marcado directo pelo médio ala ou médio atacante sempre com o lateral esquerdo por perto a procura de canto curto a procura do 1ª poste e com Nhambu como alvo da bola.
Em livre frontal marca o médio defensivo que é portador de um bom remate,com direcção e potencia,já os estudados não são tão perigosos
Organização defensiva
Equipa organizada em bloco médio baixo,sendo em bolas parada apresentam a ultima linha em cima da grande área mesmo que o livre é no meio campo adversário,quando a postura de transição ofensiva é de posse defendem com varias linhas sendo a 1ª de 1(GR) a 2ª de quatro,a 3ª 1(pivô defensivo),a 4ª (os dois médios ofensivos),a ultima os alas e avançado centro . Ja quando a vocação ofensiva é de contra ataque aparentam linhas da seguinte forma: 1ª linha(Gr) 2ª linha(laterais,centrais e 1 ala do lado oposto da bola)3ª linha( 2 pivô defensivo,) 4ª linha(1 médio ofensivo,1 ala,e 1 avançado),tendo como marcação a zona por vezes mista,zona de pressão o espaço intermédio e os corredores laterais no espaço defensivo,sendo em 1-4-3-3 a pressão é para ganhar a bola e em 1-4--2-3-1 a pressão é para proporcionar a organização do bloco defensivo visto que esse momento é caracterizado por pressão isolada do avançado na linha do circulo central no meio campo adversário.
Transição defensiva
fase 1- em 1 -4-3-3 a pressão é imediata a perda e de forma agressiva e vertical para conquistar a bola em zonas altas e impedir a organização ofensiva do adversário a partir do sector defensivo ,em 1-4-2-3-1 a pressão é isolada por apenas o avançado ou jogador perto da zona da perda no sentido horizontal para permitir a equipa organizar o seu bloco defensivo em zonas media /baixa.
Fase 2- tendo como zona de pressão a delimitação do espaço intermédio com aceleração da pressão ao portador da bola e marcação aos jogadores da zona circundante forte e agressiva,sendo neste momento quando a bola estar no corredor lateral aparentam um défice de compactação do entre o sector defensivo e intermédio visto o pivô defensivo que em marcação por vezes do jogador adversário na sua zona de acção desloca para impedir este de receber a bola com isso proporciona espaço entre linhas que podem ser aproveitados,também o médio ala do lado contrario da bola quando o jogo estar no corredor lateral oposto não fecha espaços interiores ou seja defende na vertical aliado a deficiente basculação do médio interior do lado oposto que procura sempre criar superioridade no corredor do jogo e com isso o corredor central fica vulnerável a acções do adversário .
3ª fase defensiva-caracteriza por contenção no corredor central e pressão forte e com superioridade numérica no local da bola dificultando acções ofensivas dos adversários no corredor esquerdo com a linha defensiva a ter o ala contrario da zona da bola a funcionar na vertical como um segundo lateral formando uma linha de 5 mas quando a bola estar no corredor direito defensivo o lateral direito movimenta em função do médio ala adversário o que o disposiciona e cria um espaço muito largo entre o lateral direito e central direito que joga muito perto do outro central e faz cobertura muito deficiente ao lateral o que obriga o pivô defensivo a encostar em cobertura defensiva praticamente como lateral direito o que cria espaços que podem ser aproveitados pelo adversário no corredor central visto que o ala esquerdo praticamente não defende dentro do meio campo defensivo quando a bola se encontra no corredor oposto e quando o faz aparece como um segundo lateral na penúltima linha defensiva ,e na ultima linha o GR aparenta seguro entre os postes e inseguro nas bolas aéreas a partir de cruzamentos em bolas corrida e parada.
Bola parada defensiva
Marcação mista com 8 jogadores 1 avançado no meio campo e um médio a entrada da área
zonas a explorar em ponta pés de canto é o 1º poste visto não colocarem os laterais ao poste visto estes posicionam na 1ª linha de marcação zonal,e o centro da pequena área entre o guarda redes e segundo poste .
livre no meio campo defensivo: colocam 2 jogadores na barreira(médio atacante e ala direita ou esquerdo) livre perto da grande área colocam 4 jogadores(2 alas,2 médio atacantes)
defendem em livres no meio campo defensivo com todos os jogadores,e salientar que o posicionamento nos livres proporciona espaços ao adversário a sair em jogadas estudadas em posse .
lateral direito posiciona em função do ala adversário do seu lado e com isso desequilibra o sector defensivo nos pontapés de baliza e lançamentos laterais do adversário.
Fotos de vários momentos e fases do jogo extraídos do jogo Mindelense x Académica do porto Novo que espelham comportamentos padrão colectivo da observação feita aos últimos três jogos do Clube Sportivo Mindelense.
Possível onze para a 1ª mão da final
O treinador Rui Alberto tem por habito fazer entre dois a três alterações no seu onze de um jogo para o outro,uns por opção técnico/estratégico, outros por lesão e normalmente o critério de rotatividade evidenciada nos últimos três jogos indica que algumas substituições num jogo significa a preparação do jogador que entra para o onze inicial no próximo jogo e as alterações por opção técnica se efectua com maior numero nos alas do corredor direito e no trio do campo.
O lateral Guga esta com problemas muscular caso não recupere o Ary pode ocupar o seu lugar apesar de o Ary ser ponta de lance mas conhece aquela posição.
Fredsom que não jogou na ultima partida por lesão poderá ocupar o lugar de Nenas e para esta posição tem ainda o Bada
Adir no lugar de Patxico,sendo o Lobo que também pode ocupar a posição de ala ,Nuck que esta lesionado caso recupere poderá ocupar o lugar de Vinha.Adelino poderá ocupar o lugar de Maniche caso este esteja tocado ou a cumprir castigo.