quinta-feira, 11 de junho de 2015






     Especialização precoce e pular etapas constituem como as maiores causas do insucesso no futebol




A necessidade do fomento das escolas de iniciação desportiva, criação de competições para a fase de pré formação e formação são elementos de extrema importância para evitar a especialização precoce dos jogadores, o que permiti atingir estágios de maturação máxima relativa, por etapa.

Contudo, tem sido realizado em Cabo Verde campeonatos no escalão sub 17, tanto a nível regionais como Nacional.
 Porem, carece de realizações de competições no escalão sub 15 que comporta a fase de pré formação  que  antecede o sub 17,escalão esse que pertence a fase formativa, assim como proporcionar competições no escalão sub 19 para que se possa fechar o ciclo de formação e proporcionar aos jogadores  um transfere  para sênior  sem que estes saltem etapas de formação,impedindo que se transferem dos sub 17 diretamente para os seniores  sem a devida conclusão da etapa formativa .

O estágio da maturação precoce no futebol é um fenômeno que deve ser acautelado pelos treinadores e agentes desportivos na transferência dos jogadores de um escalão para o outro. Quando se quer transferir um jogador que por idade pertence a um escalão e por maturação futebolísticas parece ser de um escalão acima os cuidados devem ser redobrados, a medida que a especialização precoce pode constituir um entrave no desenvolvimento psico-motor do jogador  por inerência da consciencialização precoce do potencial adquirido e com isso criar um bloqueio psico-motor ao desenvolvimento do jogador quando este atingir a idade sênior fruto da ilusão criada precocemente em torno do potencial evidenciado e gerido fora do estágio de maturação formativa adequado a idade, o que proporciona para alem de sequelas psíquicas , também fisiológicas  .
Porem, os estágios de formação devem ser respeitados sob pena de constituir como um dos principais entraves no sucesso do desenvolvimento dos formandos quando estes atingirem a etapa  sênior.

Dai as fases do desenvolvimento é comportado por  três fases  distintas, quais sejam:
 Fase de iniciação ,fase de pré formação e fase de formação .
Fase de iniciação dos 6 aos 11 anos, comportando 6 etapas formativas, sendo a etapa 1 é de 6 anos, a etapa 2 de 6 aos 7 anos, etapa 3 é de 7 anos, etapa 4 dos 7 a 8 anos, etapa 5 de 8 a 9 anos e etapa 6 dos 9 aos 11 anos, nesta fase o ênfase é totalmente sobre a componente lúdica.
Fase de pré formação é dos 12 aos 15 anos, sendo que a vertente lúdica/competitiva são componentes a ter em conta.
Fase de formação é dos 16 aos 19 anos, dai a vertente competitiva constitui como epicentro do desenvolvimento formativo.

Formar com qualidade implica cumprir a passagem para todos os estágios sem pular etapas.


Humberto Bettencourt

11-06-2015


domingo, 16 de novembro de 2014

Cabo Verde nos olhos e bocas do mundo, CAN 2015 a razão do foco...


O todo é mais importante que a soma das partes já dizia o grande pensador de futebol Sr. Victor Frade, e Cabo Verde tem sido um exemplo...

Não basta só ter jogadores de grande craveira numa equipa e não ter no banco um treinador inteligente que sabe ver o jogo com os olhos de ver, um Staff técnico que sabe fazer perguntas inteligentes ao jogo e delas retirarem respostas que vão de encontro as necessidades do jogar pretendido e norteando-as aos objetivos micro e macro do colectivo, e ainda não possuir um Staff médico competente, Cabo Verde pode gabar por ter no seu colectivo jogadores de grande craveira técnica, física, táctica e mentalmente fortes, suportados por uma excelente equipe medica que milagrosamente vem recuperando os nossos heróis, aliado ao excelente Staff técnico liderado por um bom treinador, tudo isso ainda não chega para que os tubarões azuis tenham um bom desempenho dento do retângulo de jogo, porem, ter excelentes técnicos de equipamentos, condutores, dirigentes e o suporte do publico torcedor constituem-se como requisitos imperiais para construir uma equipe vencedora, Cabo Verde tem todos esses requisitos que se exige para que uma equipa tenha condições para vencer muitas vezes e a nossa equipa tem sabido gerir todos esses factores positivos a seu favor construindo vitorias sobre vitorias, sendo certo que a ultima conquista deu carimbo a mais uma histórica qualificação, desta vez em primeiro lugar do grupo a frente de uma ricem vencedora do CAN (Zâmbia campeão Africano de 2012), feito que nos orgulha  pertencer a esta pequena terra em termos físico,mas  grande em vontade, querer, ambição, persistência, etc.
A nação inteira esta de parabéns por mais um feito de grande valia, doravante conseguido através do futebol, desporto rei que tem catapultado o Pais para os olhos e bocas do mundo, contudo, não se é tão valorizado ao ponto que merece, mas as vitorias alcançadas constituem -se como lente de contacto para os olhos que fingem não ver que o futebol constitui-se de uns longos anos para cá como um veiculo de rendimento , entrada de divisas , inserção e união social para o nosso pequeno e querido Cabo Verde, na esperança que o amanha será sempre melhor, todos somos poucos para o tamanho do desafio que o desporto nos tem incumbido quê é contribuir para o desenvolvimento continuo e eficaz que o sucesso exige a medida que o adquirir.

Do texto hora exarado por via da estrondosa vitoria ante a formação do Níger e a consequente classificação ao CAN 2015 em primeiro lugar do grupo vai uma singela homenagem a todos os que de maneira mais micro até o macro contribuíram para que hoje estejamos orgulhosos em dizer, já estamos na CAN Guiné Equatorial 2015, um bem-haja Tubarões Azuis e um bem-haja Cabo Verde.


Humberto Bettencourt
15 de Novembro de 2015


sábado, 26 de julho de 2014






Diferença entre selecionador e treinador de um clube


Ser selecionador de um Pais esta a mil leguas de distancia de ser um treinador de qualquer equipa.
As funções e responsabilidades são tão dispares no que se refere ao campo sociodesportivo    ,principalmente na realidade Africana,para nao dizer Cabo Verdiana.
Ora vejamos,a funçao de um selecionador ultrapassa a dimençao do apenas liderar , comandar e treinar um grupo de jogadores.O selecionador tem por missão selecionar,dirigir,liderar,motivar e pensar a organizaçao global do futebol da naçao pelo qual é responsavel maximo pela seleção tendo como barômetro e referencia a cultura da sociedade desportiva na sua característica histórica competitiva, para a criação do modelo  de jogo e a consequente implementação da sua ideia de jogo ,contudo,ele tem o privilegio de ter  como opção sempre os melhores,mas existe um senão,que ultapassa a dimensão apenas do saber treinar e liderar e motivar,visto que mais do que isso esta a gestão de muitos jogadores de muita qualidade  pertencentes a varias equipes de top com modelos de jogo diferenciado,regras e regulamentos dispares ,natureza da competição e sua calendarizaçao desconcertada, o que torna muito mais dificil ao selecionador em maioria dos casos em apenas uma semana com os jogadores  disponíveis    ajustar todo um comportamento transversal a ideia da seleção e conseguir ter um grupo coeso que possa ter como epicentro focal o grupo em detrimento do
individual descontextualizado,ou seja um selecionador pelo nivel de responsabilidade que usufrui perante a naçao,clubes,jogadores,treinadores e massa adepta torna lhe o cargo para alem de um treinador, passando a ser um gestor de recursos humanos cujo presuposto maior é ter um grupo
coeso,motivado e controlado a influencias ou factores extrincicos que por todo tempo influencia o
individo pertencente ao grupo a desviar a atençao do todo e controlar o factor motivacional para que factores intrincicos nao interfere na coesao grupal e no rendimento individual e coletivo,porem,o selecionador nao dispõe de tempo suficiente para fazer façe a todas essas questões ,que diga se,são aspectos que influenciam de que maneira a saúde grupal do coletivo,dai o saber treinar em exulado não constitui como factor determinante quando se escolhe um selecionador,visto asua maior funçao é
gerir recursos humanos e fase- los render no limite para  o gáudio nacional.dai o que se pode considerar   importante na escolha de um selecionador a meu ver são os seguintes itens:
Ser um bom comunicador tanto no sentido de saber dizer e saber ouvir;
Ser um motivador transversal que vé a motivaçao para alem do campo desportivo;
Ser honesto e o mais justo possivel nas desiçoes;
Ser referencia a nivel grupal ;
Ser ambicioso,trabalhador e dispinivel a dar a cara para o grupo;
Saber dosear regras tanto no capitulo de disciplina de grupo,disciplina tactico e disciplina de jogo;
Saber liderar  e  gerir conflitos grupais e individuais;
Saber treinar para alem do campo fisico,tactico,tecnico mas sim mental tambem;
Saber ver o jogo para alem do resultado;
Ter conhecimentos teoricos e praticos no dominio da modelagem de organizaçoes desportivas;
Ter conhecimentos das areas afins ao treibar futebol,como psicologia desportiva,medicina desportiva,fisiologia,anatomia ,sociologia ,entre outras

Estes intens acima referidos sao alguns dos muitos requisitos que um selecionador possa reunir para  estar em condiçoes de desenvolver um trabalho de excelencia a todos os níveis.






https://www.facebook.com/groups/treinadoresfutebol/

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Origem dos golos da 1ª fase do Mundial Brasil 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014



A cada dia o futebol nos tem ensinado que sendo o desporto coletivo a sua operacionalizaçao tem como pinto focal a tactica,porem,ao periodizar a ideia de operacionalizaçao do jogar que se pretende é de estrema importancia  que o treinador leve em conta o todo,ou seja a tactica,tecnica,fisica e psicologico no mesmo pacote a ser Periodizar tendo como base orientadora a tactica.


Convem frisar que a tactica afigura se como o epicentro da periodizaçao ,sendo a tecnica,fisico e psicologico elementos que se desenvolvem em paralelo com a componente tactica,dai resalvar que de nada serve trabalhar qualquer dos aspectos acima referido de maneira isolada

Tendo como base do jogar que se quer ,o todo ,e como referencia da periodizaçao a tactica,exige uma maior acertividade na contextualizaçao dos exercicios a serem desemvolvidos na sequencia da operacionalizaçao do jogar que se quer,seja ela no plano macro,medio e micro,sendo certo que a (des) fraguementaçao do jogar macro em micro particulas ou estroturas ,esta se a treinar a especializaçao do jogar ,e com isso ocorrera em conjunto a operacionalizaçao como um todo , dos aspectos tacticos,tecnicos,fisico e mental ao mesmo nivel,visto que a interdependencia desses aspectos esta intrincicamente ligado ao processo do jogar coletivo em que o futebol se encere.

domingo, 1 de junho de 2014

Modelo de Jogo
O modelo de jogo no futebol é tudo


O modelo de jogo no futebol é tudo,digo com a consciência do impacto que esta afirmação tem,sendo certo que o modelo de jogo é a ideia de jogo inicial do treinador adaptando-o a realidade do clube com quem ira trabalhar.
Um dos aspectos fundamentais quando um treinador é contratado é ter a capacidade e humildade de
analisar ao pormenor as circunstancias/realidade que ira encontrar como por exemplo: Pais,região,dimensão histórica e financeira do clube,historial competitiva do clube,modelo de jogo adoptado pelo clube nos últimos anos de sucesso e insucesso,exigências dos adeptos,características dos jogadores,adversários,tipos de competições ,e com isso em paralelo com a sua ideia de jogo desenvolver o modelo de jogo respeitando todas as directrizes acima referidos.

Qualquer treinador tem uma intenção daquilo que pretende operacionalizar (ideia de jogo),sendo certo que esta devera ser apresentada aos jogadores no inicio da época ,quando inicia o processo de pré-época,para que com o passar do tempo os jogadores assimilem e identifiquem com os trabalhos  que será desenvolvido.
O modelo de jogo é a imagem da realidade que o treinador quer modelar,sendo certo que devera ter
uma estreita aproximação entre o modelo real ou seja aquilo que realmente acontece durante a
operacionalização e a ideia inicial do treinador , contudo estes itens demonstra claramente que o modelo de jogo é algo flexível e dinâmico visto que a sua construção estará em constante alteração em virtude das respostas encontradas durante a operacionalização da ideia de jogo, conjugado com a descoberta guiada que os jogadores conseguem do jogar que se quer implementar e as variantes que as consequências das descobertas impõe ao modelo de jogo inicial.

O modelo de jogo deve ter todos os momentos,fases,princípios,sub princípios e sub dos sub princípios de jogo

Fases do jogo caracteriza-se por  fase ofensiva e fase defensiva,sendo a fase ofensiva composta por fase 1,2 ,3 e bolas paradas ofensiva , sendo a fase defensiva composta por fase 1,2 , 3 e bolas paradas defensiva.

Momentos do jogo caracteriza-se por organização ofensiva e defensiva,transição ofensiva e defensiva e jogada de bola parada defensiva e ofensiva.

Princípios de jogo compreende -se por ideias macro do jogar que se pretende implementar que são três:

-Princípios Fundamentais (igualdade e superioridade numérica);

-Princípios específicos ou culturais (ofensivos e defensivos);

-Princípios da  ideia de jogo do treinador(organização ofensiva,defensiva,precipícios de transição ataque defesa e defesa ataque e estratégias de bola parada ofensiva e defensiva),de uma maneira generalizada posso dizer que os princípios de jogo é toda a intencionalidade da ideia de jogo do treinador ,sustentada por  escalas colectivas,sectoriais , intersectoriais e ainda intra-sectoriais.
A hierarquização dos princípios de jogo torna mais fácil a operacionalização do modelo de jogo(Grandes princípios,Sub princípios e sub dos sub princípios de jogo),sendo os dois últimos não se conhece o seu padrão ,visto que vão aparecendo com a dinâmica do processo da operacionalização da ideia de jogo do treinador .
A globalidade do jogo deve ser compreendido pelo treinador devido a associação dos vários momentos que o jogar apresenta, visto que os momentos do jogo acontece de maneira aleatória ,apesar da separação do jogo em diferentes fases e momentos, o todo, é a globalidade que representa, e se quer do jogar macro,media e micro.


A dinâmica do tempo nos faz ser cada dia melhores assim como o tempo modifica o modelo de jogar pretendido naturalmente,e  com isto posso dizer que o modelo de jogo é algo dinâmico e flexível e enquanto treinadores devemos estar atentos as respostas que a operacionalização do nosso jogar nos oferece a cada fase e momento.

Hoje penso assim, amanha poderá ser diferente, sendo certo que o passado estará presente, e vincada em tudo o que penso no presente para um futuro diferente e mais ajustado ao que hoje penso ser amanha.



Humberto Bettencourt